terça-feira, 16 de julho de 2013

SÁBADO OU DOMINGO? PARTE I

Muitos cristão já foram questionados sobre a aparente improcedência de se reunirem no dia de domingo e não no sábado. Outros tantos já receberam em seus lares literatura sabatista com o objetivo de aprenderem a “verdade” sobre o sábado. Em consequência disto, escrevo este artigo respondendo algumas das afirmações adventistas contra o chamado erro dominical. 

Os adventistas dizem que o sábado é o selo de Deus para seu povo. Isto pode estar certo em relação ao AT. Veja Ex. 31.12,17; Ez. 20.12,20. Contudo, no NT o selo de Deus para seu povo é o Espírito Santo e não o sábado. Confere Ef. 1.13; 4.30; veja também 2Co. 1.20-22.

Eles enfatizam muito o fato de Jesus e os apóstolos terem observado o dia de sábado. Estão correto com base em Lc. 4.16; At. 17.2; 18.4. No entanto, precisamos diferenciar na Bíblia texto descritível e prescritível. O primeiro diz somente o que uma pessoa fazia, sem necessariamente recomendar a conduta como normativa para os demais leitores. Por exemplo: Jesus subia ao monte para orar, mas em nenhum lugar na Bíblia ensina que o crente deve orar no monte. Quando do seu ensino sobre a oração, ele diz que devemos entrar em nosso quarto. Uma coisa é a descrição de uma conduta, outra bem diferente é sua prescrição.

Do mesmo modo os apóstolos. Estes não falam nada sobre o dia obrigatório de culto no NT. Os escritos do NT nada falam sobre o dia correto de reunião – em nenhum lugar do NT se diz que este dia é o sábado – não obstante, recomendam que os crentes não deixem de se reunir (Hb. 10.25). Para os apóstolos a reunião era mais importante do que o dia em que ela ocorria. Paulo em Romanos 14.1ss deixa bem claro que todos os dias são iguais, e que nenhum é mais importante que o outro. Os textos de Mt. 28.1; Lc. 23.56 usados por eles servem somente para descrever uma prática judaica dos discípulos, e mais nada.

Outra coisa. Os adventistas afirmam que o dia de domingo passou a ser observado pela igreja por causa do decreto de Constantino. Foi ele quem teria mudado o dia de sábado para o domingo. Isto não passa de ingenuidade histórica. Se esquecem que Constantino somente legalizou uma prática, mas não a instituiu. Justino, o mártir, morto no ano 148 (muito antes de Constantino) disse: “No dia chamado ‘domingo’, todos os que moram em cidades ou no campo reúnem-se num lugar, e leem-se as memórias dos apóstolos (os evangelhos) e os escritos dos profetas”. As palavras de Justino deixam subentendido uma prática comum da igreja em se reunir aos domingos. Note também, que Justino não recomenda uma conduta, a guarda do domingo, antes, faz a constatação de um fato, que a igreja se reunia aos domingos.

Podemos fazer a seguinte pergunta aos adventistas: se sempre foi costume os crentes se reunirem no sábado, como eles poderiam aceitar sem nenhuma dificuldade que agora, depois de dois séculos, um imperador mude o dia de culto da cristandade? Se isto fosse verdade, é óbvio que haveria alguma oposição da igreja no início. O fato de o domingo, originalmente, ter sido um dia de adoração pagã ao sol em nada invalida o culto cristão neste dia. Os pagãos não adoravam o domingo, mas o sol neste dia. Os crentes por sua vez, não adoram o sol, mas a Cristo no domingo. Malaquias não viu nenhum problema fazer uso da linguagem egípcia do sol como símbolo da proteção dada pelo próprio Deus no último dia (cf. Ml. 4.2).

Um comentário:

salvador netto disse...

boa pastor, gostei, to esperando a segunda parte valeu, um abração ai pra vcs e fiquem com DEUS.